Que a evolução tecnológica trouxe uma nova realidade para todas as pessoas do mundo, nós já sabemos. Mas esse desenvolvimento não se aplica apenas à garantia de mais conforto no dia a dia e à otimização de tarefas no trabalho. A inovação também está fortemente presente em áreas que envolvem, por exemplo, a identificação dos indivíduos possuidores de direitos.

A Carteira de Identidade Nacional (CIN) representa esse grande avanço do qual estamos falando, tendo enfoque na segurança de documentos e, principalmente, na prevenção a fraudes. Entre as novidades trazidas pelo novo modelo de RG, temos a minimização de riscos de falsificação ideológica e a melhora na segurança dos cidadãos como um todo, seja em transações bancárias, contratação de serviços ou compras.

E a Serasa Experian, líder em soluções de prevenção a fraudes, está pronta para validar a nova identidade e garantir ainda mais segurança para empresas e consumidores. Quer entender como? Vem com a gente!

O que é o novo RG digital (CIN)?

A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) é um documento de identificação modernizado que busca resolver um dos principais problemas do antigo RG: a multiplicidade de registros por estado. Agora, com a unificação no CPF, cada cidadão terá um único número de identificação em todo o país, o que reduz as possibilidades de emissão de documentos falsificados.

Isso é extremamente importante, pois, atualmente, cada cidadão pode ter até 27 RGs diferentes (um por Unidade da Federação). Agora, o novo RG reunirá no número do CPF os dados de todos os outros documentos do indivíduo, como o próprio Registro Geral (RG), a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o Cartão do Sistema Único de Saúde, entre outros.

Além da padronização nacional, a CIN adota tecnologias avançadas para reforçar a segurança. O QR Code impresso no documento permite que qualquer pessoa ou instituição verifique rapidamente a autenticidade do RG. Basta escanear o código para conferir se a identidade foi extraviada ou fraudada.

Outro recurso inovador é o código MRZ (Machine Readable Zone), presente em passaportes. Esse elemento facilita o reconhecimento automatizado do documento, permitindo que a CIN seja aceita em diversos países do Mercosul sem a necessidade de um passaporte.

A nova identidade já está sendo emitida em 25 estados e no Distrito Federal (apenas Roraima ainda não faz essa emissão). Vale saber que o RG tradicional continuará válido até 2032 para garantir que a transição seja gradual e acessível para toda a população. Além disso, a versão digital do documento e a validação dos dados do cidadão para a emissão do documento serão feitas pelo GOV.BR.

Como funciona a identidade CIN?

O novo RG é disponibilizado em duas versões: física e digital. A versão física pode ser emitida em papel ou policarbonato, para atender a diferentes perfis de cidadãos, principalmente aqueles que não têm acesso à internet por meio de smartphones ou computadores. Já a versão digital fica acessível pelo aplicativo do Governo Federal, mas somente após a emissão do documento físico.

A autenticidade da CIN pode ser verificada de forma prática e segura por um QR Code que pode ser lido por qualquer pessoa. Com isso, a previsão é de que a funcionalidade reduza drasticamente as chances de golpes envolvendo a fraude em documentos, além de possibilitar saber se a CIN foi extraviada ou furtada.

Outro benefício é a capacidade de integrá-la com carteiras estudantis para agilizar a identificação em diversas situações do cotidiano. A facilitação de viagens dentro do Mercosul também é um avanço: graças ao código MRZ, a CIN possibilita a entrada nesses países sem a necessidade de um passaporte, simplificando a vida de quem precisa viajar a trabalho ou lazer.

Qual é o impacto do novo RG na prevenção a fraudes e segurança?

O Ministério da Gestão e Integração em Serviços Públicos classificou a CIN como um dos documentos mais seguros do mundo: as melhorias na autenticação e a unificação com o CPF tornam a nova identidade mais confiável, pois reduzem os riscos de fraudes e aumentam exponencialmente a proteção dos dados dos brasileiros.

Em um levantamento feito por nossa equipe, analisamos 2,8 milhões de transações financeiras realizadas em outubro de 2024 utilizando a CIN — com isso, constatamos que apenas 0,2% delas apresentaram indícios de fraude.

Então, isso representa um risco de apenas 0,08%, um índice significativamente mais baixo do que outros documentos de identificação, como o RG tradicional e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que registram uma taxa de fraude de aproximadamente 3,8%.

Além da queda expressiva no índice de fraudes, o estudo identificou três principais tipos de risco associados ao uso da CIN:

  • 38,68% das tentativas de fraude estavam relacionadas a adulterações no documento, sendo a manipulação de informações e a substituição de fotos os métodos mais utilizados pelos criminosos;
  • 8,9% dos casos envolveram sobreposição de foto, indicando o uso de Inteligência Artificial ou técnicas manuais para falsificar a identidade;
  • 8,44% das fraudes foram associadas ao uso de documentos de terceiros, geralmente roubados ou furtados, usados para se passar por outra pessoa.

Além disso, de acordo com o estudo, as adulterações na CIN ocorrem de duas formas principais: a alteração de documentos autênticos e a reprodução de documentos do zero. Caio Rocha, diretor de autenticação e prevenção à fraude da Serasa Experian, explica que, em casos de adulteração, os fraudadores assumem a identidade da vítima.

“Com a adulteração do documento, acontece o que chamamos de ‘furto’ ou ‘roubo de identidade’, situação em que o golpista consegue utilizar a tecnologia para 'assumir' a identidade da vítima se passando por ela, para, por exemplo, obter crédito em seu nome. Esse tipo de crime pode acarretar a negativação indevida e problemas legais para a vítima sem que ela tenha consciência do uso de seus dados”

Portanto, apesar de a CIN ser uma ferramenta muito mais segura que os documentos anteriores, os criminosos também evoluem e aperfeiçoam seus métodos. “Os fraudadores são bem criativos e acompanham as inovações tecnológicas. Não se trata de novos tipos de fraudes, eles apenas as adaptam e evoluem com variação de uso de dados e novas tecnologias”, destaca Rocha.

Diante desse cenário, novas soluções de segurança são essenciais para mitigar os riscos e tornar a identidade digital mais segura. O executivo aponta também que a implementação de sistemas de biometria facial e a criação de um banco nacional de dados biométricos, aliado à unificação do CPF como número único de identificação, poderiam aumentar ainda mais a segurança e dificultar as tentativas de fraudes.

“As tecnologias dificultam os golpes, mas os fraudadores também as utilizam para se tornarem ainda mais criativos e escaláveis. Continuaremos monitorando e investindo em tecnologia, dados e inteligência para tornarmos o mercado mais seguro”, finaliza Rocha.

Como correr ainda menos riscos de fraudes com a Serasa Experian?

Para garantir que o novo RG seja validado de forma confiável e segura, oferecemos uma solução de Verificação de Documentos altamente precisa e totalmente adaptada para validar o novo RG (CIN), garantindo uma checagem confiável e automatizada.

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Com isso, ajudamos a sua empresa a legitimar documentos em processos como onboarding digital, concessão de crédito, abertura de contas e transações financeiras para reduzir significativamente os riscos de golpes de identidade.

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