O agronegócio é um dos motores da economia brasileira, mas sua operação está longe de ser previsível. O setor convive com riscos climáticos, oscilações de mercado e desafios regulatórios que podem comprometer a capacidade de pagamento dos produtores. Sem uma análise criteriosa, investimentos podem se tornar perdas significativas, impactando toda a cadeia do setor.

Nesse cenário, o seguro rural pode ser essencial para mitigar riscos e garantir que os produtores tenham respaldo monetário diante de imprevistos. No entanto, para que as decisões de crédito sejam mais seguras, é preciso ir além: ter uma percepção macro do tomador, avaliando não apenas sua capacidade produtiva, mas também outros aspectos, como a sua saúde financeira, o compliance socioambiental e o seu histórico no mercado.

E com as soluções da Serasa Experian, é possível minimizar riscos relacionados e garantir que os valores sejam concedidos a empreendedores que cumprem boas práticas e possuem uma capacidade de pagamento segura. Quer entender como? Então, continue a leitura e confira como combinar o seguro rural e a análise inteligente de risco para transformar a segurança do crédito no agro!

Qual é o papel do seguro rural no agronegócio?

As mudanças climáticas sempre foram um fator de preocupação para produtores e financiadores de crédito rural. Eventos como secas prolongadas, chuvas excessivas e outras condições extremas impactam diretamente a produtividade e, consequentemente, a capacidade de pagamento dos agricultores e agropecuaristas. Afinal, isso aumenta os riscos de inadimplência e compromete a saúde financeira do setor.

E o que acontece quando o produtor enfrenta esse tipo de perda severa? Muitas vezes, ele precisa vender bens para honrar seus compromissos financeiros, o que acaba comprometendo expressivamente a continuidade de suas atividades. E não só isso: a escassez de recursos pode afetar o planejamento e a produção das safras seguintes, criando um ciclo de instabilidade e endividamento.

Por isso, uma das soluções mais proveitosas nesse sentido é o seguro rural. Apesar de ser ainda muito tímida em dimensão e escopo, consideramos um instrumento-chave da política rural para a modernização do agronegócio e garantia de sua competitividade no mercado.

Na ausência de um sistema confiável de seguro rural, não é apenas o patrimônio da pessoa física que é afetado — a oferta de crédito e a demanda são consideravelmente menores. Se forem aplicados recursos próprios e sobrevier um sinistro, o produtor perde o que deixar de colher — mas se aplicar recursos de terceiros, perderá, além dos insumos, as garantias oferecidas ao agente financeiro.

Quais são os desafios históricos e atuais das seguradoras no agronegócio?

Como mencionamos, o seguro rural é fundamental na proteção do agronegócio contra riscos climáticos e financeiros. No entanto, o setor enfrenta desafios históricos e estruturais que vão desde o impacto das mudanças climáticas até a baixa adesão dos produtores, dificuldades na precificação e a necessidade de inovação tecnológica. Confira:

1. Mudanças climáticas e aumento dos sinistros

O impacto dessa instabilidade climática no agronegócio brasileiro é significativo. Em audiência pública, o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, destacou que, nos últimos dez anos, o Brasil registrou R$ 300 bilhões em perdas decorrentes de eventos climáticos — 70% desse valor está relacionado ao setor agropecuário.

Além disso, o Boletim Agro Serasa Experian revelou que há 2,8 milhões de novas negativações na população rural, totalizando R$ 33,4 bilhões em dívidas. Infelizmente, a crescente imprevisibilidade dos padrões climáticos dificulta a precificação das apólices e limita a atuação das seguradoras em regiões de maior risco.

2. Baixa cobertura do seguro rural

Apesar de o Brasil ser uma potência agropecuária, apenas 16% da área cultivada está coberta por seguro. Em evento organizado pelo Centro de Estudos do Agronegócio (FGV Agro) e o Instituto de Inovação em Seguros e Resseguros (FGV IISR), em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS), o Assessor Técnico em Política Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil afirma:

“Apenas 16% da área com agricultura é coberta por seguros no Brasil, dos 70 milhões de hectares, o Brasil segurou apenas 11,4 milhões em 2023. Isso é um número muito aquém quando estamos falando do maior produtor de alimentos no mundo, setor que responde por ¼ do PIB. Estamos muito distantes do que deveríamos ter de cobertura do setor que movimenta a nossa economia”.

3. Precificação e gestão de risco

Outro grande desafio das seguradoras é precificar o seguro rural de forma precisa, levando em conta fatores como histórico produtivo do agricultor, uso do solo, características climáticas e séries históricas de sinistralidade. A falta de integração e análise eficiente desses dados torna difícil oferecer seguros acessíveis e rentáveis.

4. Dependência do resseguro e concentração do mercado

Com o aumento dos riscos, as seguradoras dependem cada vez mais do mercado de resseguro para garantir sua estabilidade financeira. Nos últimos anos, o setor cresceu, mas ainda há forte concentração, com a empresa IRB Brasil dominando 89% do mercado em 2011 e reduzindo sua participação para 38% em 2021.

Para mitigar esse problema, especialistas defendem a expansão da concorrência no resseguro e a criação de um fundo público-privado para cobrir perdas generalizadas.

5. Regulamentação e novas exigências socioambientais

A Circular 666 da SUSEP, em vigor desde 2022, exige que todo seguro rural esteja incorporado por critérios de sustentabilidade e ESG. Afinal, para montar ofertas de seguros customizadas e que atendam a todos os riscos envolvidos, é preciso levar em conta um grande volume de dados, como:

  • Histórico de produção do agricultor;
  • Saúde financeira;
  • Relacionamento com distribuidoras de insumos;
  • Características de uso do solo das propriedades;
  • Análise de séries históricas do clima.

Isso, inevitavelmente, aumenta a complexidade regulatória, mas também abre oportunidades para empresas que conseguirem estruturar políticas sólidas de compliance ambiental.

Como o seguro rural pode proteger os financiadores do agronegócio?

Sabemos que o agronegócio brasileiro movimenta bilhões de reais todos os anos e é um dos pilares da economia do país. No entanto, os riscos inerentes à atividade podem comprometer a saúde financeira dos produtores e aumentar a exposição dos financiadores de crédito rural. Então, para o setor continuar crescendo de forma sustentável, dois pilares são essenciais: a proteção contra perdas inesperadas e a segurança nas decisões de crédito.

Tendo essa percepção, entendemos que o seguro rural atua como um garantidor para que os produtores tenham previsibilidade financeira e consigam manter suas operações mesmo diante de adversidades. Mas, além de proteger os agricultores, ele ampara toda a cadeia de financiamento do agro, reduzindo o risco de inadimplência e garantindo que investimentos sejam sustentáveis a longo prazo.

Quando um produtor está segurado, ele pode continuar investindo em novas safras mesmo após um evento climático severo, sem comprometer sua capacidade de pagamento. E, para os financiadores, isso representa um menor risco na concessão de crédito, pois a recuperação do produtor é mais rápida e sua estabilidade financeira é preservada.

No entanto, além da proteção do seguro, há outro fator determinante para a segurança dos financiadores: a análise de riscos do tomador de crédito. E para garantir que os valores sejam concedidos de forma segura e sustentável, é fundamental que os concedentes tenham uma percepção de 360º do produtor rural e de sua operação. Afinal, além de somente avaliar sua capacidade financeira, é necessário entender seu histórico, sua conformidade com regulamentações e suas práticas de gestão.

A boa notícia é que as soluções em agronegócio da Serasa Experian viabilizam essa análise completa, oferecendo funcionalidades que guiam tomadas de decisões muito mais estratégicas e seguras. Com dados detalhados sobre a propriedade, a produtividade, o histórico de crédito e a conformidade legal do produtor, por exemplo, é totalmente possível minimizar exponencialmente os riscos e garantir que os investimentos sejam feitos em empreendimentos sólidos. Então, não perca tempo. Clique no botão abaixo e confira todas as opções!

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