Você deve saber que, na economia do Brasil, os frigoríficos são motores de desenvolvimento. Apenas em 2024, a exportação bateu o recorde de US$ 13,135 bilhões movimentados​. Isso mostra que a cadeia produtiva da carne bovina brasileira possui grande potencial para contribuir com a preservação ambiental e a segurança alimentar ao assegurar que proteínas de alta qualidade sejam distribuídas para atender à crescente demanda mundial.

Para alcançar o grau de excelência que nos levou à posição de destaque, foi necessário muito investimento em busca de novas tecnologias. Porém, ainda que seja um segmento reconhecidamente inovador e sólido, há uma infinidade de oportunidades a serem exploradas quanto à melhora da rentabilidade e à diversificação das demandas de consumo, pois a cadeia de produção ainda apresenta muitos gargalos que precisam ser solucionados com práticas ESG.

Por isso, no texto de hoje, vamos explicar como uma cadeia de fornecedores organizada pode garantir a qualidade dos produtos e a conformidade com normas sanitárias e regulatórias, como SIF (Serviço de Inspeção Federal) e HACCP (Sistema de Análise de Perigos e Controle de Pontos Críticos). Você irá entender por que é vital rastrear a origem e o trajeto dos produtos cárneos, e como a inovação tecnológica pode te ajudar a identificar parceiros confiáveis. Fique conosco!

Cadeia de fornecedores X conformidade no setor frigorífico

Você conhece o termo diligência de fornecedores? Basicamente, ele tem como objetivo levantar e avaliar todos os futuros riscos que podem afetar uma empresa que faz parcerias comerciais. No caso em foco, nos referimos à garantia da relação com fornecedores que adotam práticas adequadas às normas sanitárias e regulatórias quanto aos frigoríficos, como o SIF e o HACCP.

Dados do relatório feito pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa Gado de Corte e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento evidenciam que o Brasil, segundo maior produtor de carne bovina e líder nas exportações mundiais​, só conseguiu atingir esse patamar devido à adoção de normas rigorosas em todos os elos da cadeia produtiva.

Portanto, o papel dos fornecedores na cadeia é crítico. Os frigoríficos dependem de uma rede de pecuaristas que implementam boas práticas agrícolas, manejo adequado e critérios de bem-estar animal, já que mercados rentáveis como o da União Europeia e da China possuem exigências rigorosas. A não conformidade, como falhas em certificações ambientais ou sanitárias, pode resultar em embargos, como os que já afetaram as exportações brasileiras em anos anteriores​.

Além das normas externas, temos o compliance no agronegócio como ponto incontestável. Afinal, os consumidores finais, as empresas e até os governos têm, cada vez mais, estado atentos à origem dos produtos. Não à toa, o ministro da Agricultura J. Walsh, da Irlanda, afirma:

"Proporcionar um alto nível de proteção à saúde pública está se tornando uma questão central para a administração pública, tanto ao nível nacional quanto em toda a União Europeia. Os consumidores não devem conviver com nada menos do que os altos padrões de qualidade dos alimentos que consomem. Eles têm o legítimo direito de comprar alimentos seguros, saudáveis, de alta qualidade e produzidos sob condições ultra-higiênicas."

Agora, portanto, a tendência mundial é priorizar marcas associadas à sustentabilidade, rastreabilidade e padrões éticos. Por isso, é indiscutível a necessidade de construir uma carteira de fornecedores que seja organizada e bem regulamentada para os investimentos seguirem seguros, mitigando riscos de interrupções, reduzindo a probabilidade de sanções comerciais e ampliando as margens de lucro ao atender mercados de alto valor agregado.

Rastreabilidade na indústria de frigoríficos

A rastreabilidade de produtos agrícolas, em específico a carne, consiste em métodos e tecnologias que identificam os animais, as carcaças e os cortes em todas as etapas da cadeia de suprimentos — desde a origem do rebanho até a entrega ao consumidor final. Nilson Gasconi, executivo de Desenvolvimento Setorial da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, comenta:

A rastreabilidade é a habilidade de rastrear o histórico de tudo que aconteceu com um produto desde sua fabricação/produção, por meio de movimentos para frente da cadeia, ou seja, para quem eu entreguei o produto ou, movimento para trás: quem fabricou este produto?

Em caso da necessidade de recolhimento (recall), toda a cadeia deve ter o histórico e o registro de tudo que aconteceu com o produto. Com isso, os processos se tornam mais eficientes e seguros, agilizando a capacidade de recolhimento dos itens pontualmente com muito mais eficiência e sem desperdício de lotes que não apresentam problemas”.

Com esse processo implementado e adquirindo a confiança de importadores em mercados exigentes, como o asiático, é possível que em 2025 alcancemos patamares ainda maiores. Roberto Perosa (presidente da Abiec) afirma:

"Temos mercados a serem abertos que representam grande fatia do mercado consumidor mundial de carne bovina, dentre eles o Japão, o Vietnã, a Turquia e a Coreia do Sul. Juntos com o governo brasileiro, vamos batalhar para que este ano levemos a carne brasileira a esses destinos”.

A inovação tecnológica, amparada em ferramentas como o Blockchain, o Machine Learning, a Inteligência Artificial e biotecnologias, já está sendo adotada para permitir o rastreamento completo desde a origem do animal até o produto final. Assim, garante-se a segurança necessária para financiar agropecuaristas e alcançar as faixas do mercado internacional que ainda não foram desbravadas. Quer saber como? Confira nosso último tópico!

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