A COP 30 promete ser um evento impactante para o futuro da agenda climática global. Como o coração da Amazônia irá sediar o evento, o setor agro do país será desafiado a mostrar ao mundo como conciliar o agronegócio poderoso com a preservação do maior bioma tropical do planeta, em um momento em que a pressão por ações concretas supera promessas no papel.

Enquanto investimentos bilionários em infraestrutura sustentável e bioeconomia sinalizam oportunidades, a Amazônia também expõe dilemas urgentes, como a segurança jurídica, a transparência de dados e a necessidade de modelos de crédito rural alinhados a critérios ambientais rigorosos.

Então, a COP 30 servirá de vitrine e teste para o Brasil, como uma chance de provar que a liderança global em sustentabilidade passa, inevitavelmente, pela capacidade de transformar desafios recorrentes em inovação e possibilidades.

Como o agronegócio brasileiro pode capitalizar sua produtividade para atrair mercados premium? Que papel a regularização fundiária e tecnologias como blockchain desempenharão na construção de uma narrativa confiável? E, acima de tudo, como garantir que a Amazônia se torne um modelo de equilíbrio entre economia e ecologia?

Hoje, você irá entender os caminhos, contradições e oportunidades que definirão o legado da COP 30 para o Brasil e o planeta. Confira!

Quais serão as abordagens da COP 30 em 2025?

A COP 30, sediada em Belém (PA), será um marco estratégico para o Brasil. O evento colocará a Amazônia no centro das discussões globais sobre sustentabilidade, exigindo que o nosso país demonstre como concilia produtividade agropecuária com preservação e compliance ambiental. Afinal, a região não só abriga projetos inovadores de bioeconomia, como também atrai investimentos globais em infraestrutura sustentável, como os R$ 6 bilhões já anunciados para portos e energias renováveis.

Segundo a CNN Brasil, a COP 30 deve priorizar “mais ação do que papel”, pressionando as nações a apresentarem resultados concretos e mensuráveis. Para o financiamento rural, isso significa que instituições precisarão adaptar suas políticas de crédito a critérios rigorosos de sustentabilidade, como redução de emissões de carbono e proteção de biomas.

Para o setor agropecuário, a COP 30 funcionará como uma vitrine internacional: iniciativas brasileiras, como o programa RenovaBio (focado em biocombustíveis), poderão ganhar visibilidade e atrair financiadores que valorizem práticas alinhadas às metas climáticas globais.

Quais são os desafios e oportunidades do agronegócio no contexto da COP 30?

Um dos maiores obstáculos para o crédito rural na Amazônia é a falta de segurança jurídica. Conflitos fundiários e a demora na implementação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) geram incertezas para financiadores que temem a inadimplência ligada a embargos ambientais ou disputas territoriais.

Marcello Brito, presidente da ABAG, reforça que a regularização fundiária é urgente para atrair investimentos e evitar que conflitos territoriais e embargos ambientais aumentem o risco de inadimplência, o que infelizmente desestimula os financiadores.

Por outro lado, produtores que adotam práticas sustentáveis já acessam as oportunidades. O projeto Guardião das Águas mostra como a recuperação de bacias hidrográficas no Mato Grosso melhorou a resiliência climática e garantiu acesso a linhas de crédito verde com taxas diferenciadas.

Então, para as instituições financeiras, casos como esse mostram que investir em operações rastreáveis e ambientalmente responsáveis reduz riscos e abre portas para mercados internacionais premium. Um exemplo é a União Europeia, que já condiciona importações a critérios de sustentabilidade com normativas como o Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

O que o Brasil precisa demonstrar na COP 30?

O agronegócio brasileiro tem a chance de provar que é possível produzir em larga escala sem comprometer o meio ambiente. Para isso, precisa apresentar dados transparentes sobre o balanço entre emissões de carbono e sua captura por atividades agropecuárias, como plantio direto e sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta.

Porém, como aponta Marcello Brito, faltam informações precisas sobre esse tema, o que dificulta a construção de uma narrativa sólida. A plataforma Agro Brasil + Sustentável, mencionada pela CNN, busca resolver essa lacuna, pois integra métricas oficiais de emissões e estoques de carbono e as combina com tecnologias de monitoramento por satélite e blockchain.

Assim, as instituições financeiras conseguem obter métricas confiáveis para avaliar projetos rurais e, por exemplo, conceder taxas de juros mais baixas a produtores que comprovem a preservação de áreas de reserva legal ou a adoção de práticas de baixo carbono.

Aproveite e leia também: Como as tecnologias de monitoramento remoto estão impulsionando práticas agrícolas sustentáveis?

Novas oportunidades: bioeconomia, mercado de carbono e financiamento sustentável no agronegócio

Sabemos que o Brasil tem potencial para liderar o mercado global de carbono, com projetos agroflorestais na Amazônia capazes de gerar créditos valorizados em até 100 bilhões até 2030 e atrair investidores que buscam compensar emissões em outros setores.

Além disso, a bioeconomia oferece caminhos inovadores: o turismo sustentável na região amazônica, por exemplo, já recebeu 100 milhões em crédito via Sudam (Governo Federal, Referência 3), um modelo replicável para o agro.

Para financiadores do setor, isso significa criar linhas de crédito específicas para práticas sustentáveis, como agricultura regenerativa ou energia solar rural. Eventos como a Feira Nacional da Andav e o Congresso da Conacredi fazem parte dos eventos agro 2025 e serão espaços para debater tendências como essas.

Na Andav, os distribuidores de insumos e players do agro poderão explorar tecnologias verdes, enquanto o Conacredi reunirá cooperativas de crédito para discutir como estruturar produtos financeiros alinhados às exigências da COP 30, como taxas diferenciadas para produtores com certificações ambientais.

Qual será o futuro da Amazônia e do agro brasileiro a partir da COP 30?

As metas pós-COP 30 são ambiciosas: eliminar o desmatamento ilegal até 2030 e implementar o CAR em 100% das propriedades rurais até 2035. Além de serem medidas ambientais, também envolvem questões econômicas — propriedades regularizadas tendem a ter menor risco de crédito, pois garantem segurança jurídica para operações.

Novamente, reiteramos: a Amazônia será o termômetro desse progresso. Com investimentos em infraestrutura sustentável e projetos como o Zoneamento Econômico-Ecológico (ZEE), a região pode se tornar um modelo de desenvolvimento equilibrado.

Para isso, é essencial que instituições financeiras e órgãos governamentais trabalhem juntos, utilizando ferramentas como o Smart ESG da Serasa Experian para monitorar o cumprimento de metas e garantir que os recursos sejam alocados de forma transparente. Ficou curioso? Clique no botão abaixo e entenda melhor!

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Como garantir crédito rural seguro e sustentável com a Serasa Experian?

Mudanças climáticas e legislação ambiental são fatores críticos na concessão de crédito rural. Eventos extremos, como secas prolongadas, chuvas intensas e pragas imprevisíveis, impactam diretamente a capacidade de pagamento dos agricultores. Ao mesmo tempo, a instabilidade jurídica, como as disputas relacionadas ao Marco Temporal, dificulta a regularização fundiária e aumenta o risco das operações financeiras.

Para enfrentar esses desafios, as instituições financeiras precisam de ferramentas capazes de oferecer análises precisas, ágeis e confiáveis sobre produtores e propriedades para garantir que os financiamentos sejam concedidos com segurança e alinhados às exigências ambientais. E nós, da Serasa Experian, lideramos essa transformação com duas soluções estratégicas: Farm Check e Smart ESG.

O Farm Check revoluciona a análise de crédito ao consolidar, em um único ambiente, dados dispersos em mais de 170 fontes oficiais. A ferramenta processa automaticamente CPF e CNPJ dos produtores, trazendo um "raio-X" completo de suas atividades, incluindo informações sobre regularidade fundiária, conformidade ambiental (CAR e embargos), situação financeira e antecedentes judiciais.

Já o Smart ESG amplia essa análise com um monitoramento contínuo da carteira de crédito, utilizando inteligência de dados para rastrear riscos socioambientais como desmatamento ilegal, passivos ambientais e excedente ou déficit de reserva legal. Com um dashboard completo e configurável, as IFs podem personalizar protocolos e acompanhar a evolução da conformidade de seus clientes, garantindo que os financiamentos estejam alinhados às exigências dos mercados internacionais, como o EUDR.

À medida que a COP 30 se aproxima, nós, com o maior banco de dados da América Latina e expertise robusta em análise de dados e riscos, estamos prontos para conectar esses agentes e garantir que a sustentabilidade não seja apenas um discurso — mas uma prática mensurável, escalável e lucrativa. Fale com nossos especialistas e conheça todas as soluções que temos a oferecer!