Você sabia que o Brasil é considerado o “celeiro do mundo”? Segundo a CNN, "com pouco mais de 200 milhões de habitantes, nosso país hoje produz alimentos suficientes para as necessidades calóricas de aproximadamente 900 milhões de pessoas, equivalendo a 11% da população global."

Essa posição de destaque no cenário global não acontece por acaso. O Brasil possui terras férteis, clima favorável e tecnologia agrícola avançada, fatores que impulsionam a produtividade e a competitividade no mercado internacional. No entanto, manter essa liderança exige investimentos contínuos em infraestrutura, inovação e, principalmente, financiamento.

Para que os produtores consigam expandir suas operações, acessar mercados premium e lidar com os desafios da volatilidade econômica, é essencial que o crédito rural seja concedido de forma estratégica e segura para beneficiar tanto quem produz quanto quem financia. Continue a leitura e saiba como!

O que são as commodities agrícolas?

A palavra commodity, do inglês, significa "mercadoria". As commodities agrícolas, então, referem-se aos produtos primários da agricultura e pecuária, como soja, trigo, milho, açúcar, algodão, café e carne, essenciais para o consumo populacional — pois servem de matéria-prima para a produção de outros bens e serviços.

Pelo motivo acima, elas são especificamente produzidas em grande escala e têm demanda global, sendo negociadas na bolsa de valores. Apesar do alto volume produtivo, as commodities agrícolas passam por um baixo processo de industrialização e são comercializadas "in natura".

Também apresentam natureza cíclica, sendo influenciadas por aspectos como fatores climáticos, mercadológicos e conjunturais. Vale dizer que elas demonstram oscilações e volatilidade em seus preços, influenciando diretamente outras atividades, como a indústria e o comércio.

O que influencia o preço das commodities agrícolas?

Por servirem de matéria-prima para grande parte de demais produtos que possuem um maior valor agregado, a precificação das commodities agrícolas é influenciada por diversos fatores, como:

  • Subsídios, tarifas e regulamentos que fazem parte de políticas governamentais;
  • Demanda global por alimentos e matérias-primas;
  • Conflitos e mudanças políticas/sociopolíticas;
  • Falta de produção (transporte, irrigação, etc.);
  • Fatores climáticos como secas, inundações, tempestades e outras condições críticas, como a perda total de colheitas;
  • Políticas de incentivos à produção de biocombustíveis (disputa física de terras para plantio);
  • Níveis de estoque mundial e informações divulgadas por agências internacionais;
  • Variação de taxas cambiais;
  • Efeitos especulativos de mercados financeiros;
  • Preços observados em outras bolsas internacionais;
  • Dificuldades ou encarecimentos no transporte rodoviário, ferroviário ou hidroviário.

Qual é a relevância das commodities agrícolas para o Brasil em 2025?

Em março de 2025, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) lançou nova estimativa de produção para a safra 2024/25, que supera em quase 3 milhões de toneladas o levantamento de fevereiro de 2025.

Arroz, feijão, algodão e soja fazem parte do grupo de commodities agrícolas com maiores potenciais de crescimento. O balanço demonstra previsão de 328,3 milhões de toneladas, o que representa um acréscimo de 30,6 milhões de toneladas a serem colhidas!

Como podemos perceber, o cenário é promissor. As commodities agrícolas sempre impulsionaram e continuarão a impulsionar a economia brasileira, reforçando o papel estratégico do nosso país no agronegócio global. No entanto, para que esse potencial se traduza em rentabilidade real, é fundamental que os produtores tenham acesso a financiamento adequado e sustentável.

Edegar Pretto, presidente da Conab, afirma que: "o resultado da estimativa aponta tanto para o esforço do homem e da mulher do campo, como também para, por exemplo, a necessidade de políticas de oferta de crédito rural com juros subsidiados. Esse é um fator decisivo para que o agricultor saiba que, na hora de plantar, o trabalho será recompensado".

Então, entendemos que os diferentes tipos de crédito rural são, com certeza, pilares desse processo. Afinal, ele atua como garantidor de recursos para custear insumos, modernizar a produção e ampliar a competitividade no mercado internacional premium.

No entanto, é preciso de equilíbrio: facilitar o acesso ao crédito sem comprometer a segurança financeira das instituições que o concedem, principalmente diante da volatilidade dos preços conforme a oferta e procura no setor. Mas como garantir, realmente, mais seguridade e menos riscos na condução desse processo? É disso que vamos falar nos próximos tópicos!

Como o crédito rural pode impulsionar a rentabilidade das commodities agrícolas?

Como mencionamos, o crédito rural é peça-chave que garante capital para o cultivo. No entanto, é mais: também influencia as estratégias de comercialização das commodities agrícolas. E para entender seu impacto na rentabilidade do setor, é importante compreender as diferentes formas de negociação disponíveis para os produtores:

  • Mercado físico: o produtor vende a commodity diretamente para um comprador no mercado físico, recebendo o pagamento à vista na maioria dos casos, sendo conhecido como spot ou disponível;
  • Mercado a termo: o pagamento da commodity é feito a prazo por um acordo entre as partes. Os detalhes da venda são previamente discutidos e o preço considerado é o do dia em que o acordo foi fechado, para que não existam alterações caso os valores variem após o fechamento da celebração;
  • Mercado futuro: são contratos padronizados, têm datas de vencimento predeterminadas e quantidades de venda específicas. Seu objetivo é estar praticamente imune às flutuações de mercado, já que não há a entrega física das commodities agrícolas. É mais garantia do investimento realizado e menos prejuízo, pois os investidores podem comprar na baixa do preço e esperar a valorização para vender a preços mais rentáveis;
  • Mercado de opções: o comprador ou vendedor pode escolher negociar em uma data futura por um valor preestabelecido. Por ser mais flexível, as duas partes têm mais oportunidades para gerenciar riscos de desvalorização, por exemplo, além de tomar decisões mais acuradas.

Percebemos que a escolha entre essas modalidades de negociação está diretamente ligada ao acesso a crédito e à capacidade do produtor de gerenciar riscos financeiros. O crédito rural, quando bem estruturado, permite que o agricultor tenha maior controle sobre sua comercialização e escolha a estratégia mais vantajosa sem comprometer sua liquidez ou enfrentar riscos excessivos.

Esse mesmo cuidado é necessário quanto ao financiamento de commodities agrícolas. É preciso ter a certeza de que tudo está sendo feito para que os riscos sejam mínimos quanto às inúmeras exigências e padrões de adequação do mercado, desde o compliance socioambiental até questões de ESG.

Então, enfatizamos: o crédito rural e a qualidade na produção caminham juntos. Quando o produtor tem acesso a financiamento seguro e estruturado, ele pode planejar melhor suas vendas, acessar mercados premium e maximizar sua rentabilidade para que nosso país mantenha o posto de “celeiro do mundo”. Para os financiadores, isso significa menor risco de desvalorização dos insumos e maior previsibilidade no retorno dos investimentos!

Como financiar com segurança a produção de commodities agrícolas?

Para ter a segurança de financiar as atividades rurais que têm foco na produção de commodities agrícolas, é incontestável a necessidade de estar atento às mudanças na bolsa de valores, acompanhar as principais alterações do cenário e avaliar as flutuações de oferta e demanda do mercado global.

No entanto, isso não basta. O Brasil se destaca como um dos maiores produtores e exportadores de commodities agrícolas do mundo e essa posição de liderança não se deve apenas ao volume produzido, mas também à qualidade do que é oferecido ao mercado internacional.

As regulamentações têm ficado cada vez mais rígidas, especialmente por parte dos mercados consumidores internacionais. A União Europeia, por exemplo, aprovou o Regulamento Europeu de Desmatamento (EUDR), que exige que os exportadores do setor demonstrem que suas mercadorias não estão ligadas ao desmatamento ilegal. Outras medidas semelhantes vêm sendo adotadas por outros mercados estratégicos, como Estados Unidos e Ásia.

O programa Boi na Linha, da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), é outro exemplo de iniciativas garantidoras de conformidade que buscam reforçar a transparência e a rastreabilidade da cadeia produtiva. Este, em questão, garante que a carne bovina exportada cumpra critérios socioambientais.

Essas exigências impactam diretamente a concessão de crédito rural, pois instituições financeiras precisam assegurar que os produtores financiados estejam em conformidade com tais normas para evitar restrições comerciais e riscos reputacionais.

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Apoiar negócios que não atendem aos padrões que citamos representa um risco elevado. A falta de conformidade pode resultar na perda de acesso a mercados importantes, inviabilizando a comercialização das commodities e, consequentemente, impactando a capacidade de pagamento dos produtores. Como consequência, há um aumento nas chances de risco de crédito agrícola e o declínio na previsibilidade dos retornos financeiros.

Por outro lado, quando há um monitoramento detalhado e mecanismos que garantam que o crédito seja direcionado a produtores e empresas alinhadas com diretrizes ESG (ambientais, sociais e de governança), por exemplo, o cenário muda. Por isso, investir em operações sustentáveis reduz os riscos financeiros e assegura maior liquidez e valorização dos produtos no mercado global.

E é aqui que nós, da Serasa Experian, entramos! Como primeira Datatech do Brasil e maior da América Latina, oferecemos ferramentas indispensáveis para aqueles que desejam financiar o setor sem riscos, garantindo que os investimentos estejam sendo direcionados a negócios sólidos e sustentáveis. Entre as soluções disponíveis, é possível ter acesso a:

  • Análise de risco socioambiental, onde ocorre a avaliação da conformidade de produtores e empresas com critérios ESG e regulatórios;
  • Monitoramento de compliance com ferramentas que permitem acompanhar se os financiados cumprem as exigências de rastreabilidade e sustentabilidade;
  • Consulta de histórico financeiro e reputacional, com a verificação da idoneidade dos produtores e empresas antes da concessão de crédito;
  • Modelos preditivos de crédito, que contam com a inteligência de dados para antecipar riscos e melhorar a segurança na tomada de decisão.

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