Indicadores de desempenho são uma estratégia popular em empresas bem sucedidas. A tecnologia atual permite a produção de métricas mais específicas, com informações que se comunicam bem entre áreas e elaboram resultados mais visíveis.
Por isso, muitas atitudes e abordagens das empresas são feitas a partir de uma análise de dados, capazes de entender mais explicitamente a performance do conjunto de fatores que formam o trabalho. Isso inclui performance das pessoas e os caminhos escolhidos para o sucesso ou estancamento de determinados objetivos.
Muitas empresas já entendem o quanto essas métricas são essenciais para preservar uma posição de segurança. O resultado é um espaço mais propício ao investimento, produção de ferramentas mais criativas e competitivas.
Se você quer se manter na primeira posição dos resultados no mundo empresarial, acompanhe logo abaixo o que são os principais indicadores de desempenho. Boa leitura!
O que são indicadores de desempenho?
Também chamados de Key Performance Indicator (KPIs), os indicadores de desempenho são formas de tornar mais legível quais atitudes são produtivas para o alcance de determinadas metas. Elas surgiram como solução para os líderes aprenderem a organizar o elevado fluxo de informações que uma empresa recebe diariamente.
Dessa forma, os KPIs viabilizam o entendimento de quais locais é preciso colocar mais atenção e energia. É uma espécie de mapeamento das etapas do processo para a produção de determinado trabalho. Sucede que, a gestão se torna mais assertiva com a coleta e mensuração de dados.
Fluxo de trabalho como exemplo
As métricas de avaliação de fluxo de trabalho, por exemplo, podem dar a dimensão para a empresa e contratantes a necessidade de ampliar o quadro de funcionários e em quais áreas isso deve ser feito. Logo, os indicadores de desempenho servem para validar e embasar determinadas opções estratégicas. Essa qualificação permite melhores entregas e otimização do tempo.
Em outras palavras, os indicadores permitem que a empresa saiba quais as ações que devem acontecer para produzir um futuro mais promissor, a partir do trabalho feito no presente. Então, para se ter uma noção de como isso tem efeito no orçamento, basta observar a quantidade de pessoas que visitam o blog do negócio.
Quantidade de acessos ao blog empresarial
Por exemplo, se houve um crescimento na quantidade de acessos ao blog, que aconteceram sem o uso de publicidade, mas apenas de forma orgânica, isso representa um bom indicador de desempenho. Afinal, isso significa que foram economizados uma quantia que poderá ser remanejada para outros locais mais desafiadores.
Também é preciso entender que cada negócio tem seus indicadores específicos de desempenho. Para o Recursos Humanos, temos a taxa de absenteísmo, despesas, conclusão de projetos, rotatividade e avaliação de desempenho. Para a área de finanças, aparecem a conclusão de projetos, auditorias, receita, despesas e EBITDA.
Métricas financeiras
O fluxo de dados é um universo em expansão, principalmente para quem acompanha de perto a administração de uma empresa e observa seu crescimento. Falamos isso porque as métricas financeiras são amplas e dependem das prioridades de cada gestão.
No entanto, as principais observadas são a receita por categoria, a porcentagem de lucratividade, o retorno sobre patrimônio (ROE) e retorno sobre investimento (ROI). Além disso, podem aparecer o custo por categoria, fluxo de caixa negativo, controle de despesas e custo por cliente.
Indicadores de produtividade
Ao pensar no campo da produtividade, são colocadas basicamente sete questões. Lucro, eficácia, valor do ticket médio, turnover, performance individual, performance de vendas e estratégicos. Com base no preenchimento dos dados de cada um, será possível entender quais escolhas funcionam melhor.
Indicadores comerciais
Para os indicadores comerciais, são notados questões como o Custo de Aquisição do Cliente (CAC), ticket médio, taxa de conversão, Churn Rate, taxa de Follow Up, ciclo de venda, LTV e MRR.
Dessa forma, se for observado um valor muito elevado do ticket médio — faturamento total de um período dividido pela quantidade total de vendas realizadas no mesmo período — em um contexto em que a taxa de conversão esteja baixa, isso pode significar uma necessidade de diminuir esse valor.
Em outras palavras, se o custo para adquirir o produto for muito elevado e não resultar em vendas suficientes para gerar um aumento progressivo do lucro, é preciso rever novas estratégias. Indicadores comerciais, assim como os outros, não devem ser entendidos como fórmulas exatas, mas apenas como facilitadores que movimentam escolhas.
Como usar os indicadores de performance?
A imensa quantidade de dados que os gestores precisam lidar, diariamente, pode, facilmente, levar a uma desorganização que inviabilize a leitura correta do que está dando certo e daquilo que se mostrou insuficiente. Para evitar isso, o bom uso de indicadores de performance precisa acontecer.
KPIs precisam ser pensados com base nos objetivos de uma empresa. Por isso, é preciso observar os contextos para que o impacto na gestão atinja as metas específicas. Para isso, a primeira questão é definir o que deve ser mensurado. Essa tarefa nem sempre é algo simples.
Por exemplo, em um primeiro momento, o que toda a empresa quer é o aumento dos lucros. No entanto, o que fazer se há uma alta taxa de vendas que promova resultados a curto prazo, mas iniba a ampliação do público consumidor a longo prazo? É preciso definir qual a prioridade do seu negócio.
8 indicadores de desempenho para usar na sua estratégia empresarial
1. Faturamento mensal
Ao contrário do que muitos pensam, o faturamento mensal não significa apenas saber quanto você vendeu. Ele envolve uma análise cuidadosa que pode revelar comportamentos do mercado, padrões de consumo e até mesmo falhas nas suas ações. Por isso, olhar para esses números com estratégia é o primeiro passo para criar uma empresa financeiramente saudável.
Leia também: faturamento: o que é e como calcular o de uma empresa.
De forma didática, podemos dizer que monitorar o faturamento mensal é como observar o pulso do seu negócio: cada batida (ou ausência dela) conta uma história. Você identifica quais ações podem ser tomadas quando entende o comportamento do seu faturamento de forma proativa.
Por exemplo, existem empresas que identificam que, todos os anos, suas vendas caem em um mês específico. Sim, isso é negativo, mas também é uma oportunidade para se ajustar à volatilidade e à sazonalidade do mercado e, assim, planejar campanhas, ajustar preços ou até rever o portfólio de produtos oferecidos!
2. Margem de lucro bruta e líquida
Ter vendas é bom, mas ter lucro é o que realmente importa. Saber quanto sobra após cobrir todos os custos diretos e indiretos é essencial para que sua empresa continue operando e, melhor ainda, para que ela possa crescer.
Aqui, o indicador de desempenho chamado de margem de lucro bruta indica o quanto seu negócio ganha com a venda dos produtos ou serviços sem considerar outras despesas, enquanto o KPI de margem líquida mostra a realidade completa, já com tudo contabilizado, inclusive o custo de produção.
Se você olhar para essas duas margens, conseguirá avaliar profundamente como sua empresa está precificando seus produtos e quais ajustes podem ser feitos para melhorar o cenário e o retorno sobre os investimentos.
Se a margem está muito apertada, talvez seja a hora de repensar o fornecimento de matéria-prima ou até inovar em processos que reduzam custos. Não se trata apenas de “estar no azul”, mas sobre garantir que, a cada venda, você esteja mais próximo de expandir, investir e se consolidar no mercado. Para entender melhor sobre a margem de lucro, assista o vídeo completo sobre o assunto que fizemos no nosso canal:
3. Fluxo de caixa
Avaliar o indicador de fluxo de caixa significa ter controle sobre a sobrevivência do seu negócio. Uma empresa que não monitora de perto suas entradas e saídas financeiras corre o risco de tomar decisões às cegas, o que pode resultar em falta de liquidez para honrar compromissos.
Sem uma percepção clara, até um período breve de vendas abaixo do esperado pode virar uma bola de neve. Afinal, o controle do indicador de fluxo de caixa vai além de pagar as contas, abrangendo o desenvolvimento de uma estratégia de antecipação.
Você sabe que tem despesas sazonais e que a inadimplência pode crescer em determinados períodos. Então, por que não se preparar? Negociar prazos com fornecedores, repensar ofertas e ajustar seus contratos são ações que só acontecem quando se conhece o comportamento do caixa com antecedência.
4. Índice de satisfação do cliente (NPS)
Nada revela mais sobre o futuro da sua empresa do que a percepção dos clientes. Se eles estão satisfeitos, é provável que retornem e recomendem sua empresa a outras pessoas. Por isso, o indicador de desempenho Net Promoter Score (NPS) é uma janela aberta para o relacionamento que você está construindo com seu público.
Entender a opinião dos seus clientes permite identificar pontos cegos que talvez você não tenha percebido, o que é bastante comum. Nestes casos, um atendimento rápido não é suficiente se a qualidade do produto for mediana, por exemplo.
Por outro lado, um NPS elevado indica que você está no caminho certo e esse feedback positivo pode ser o motor para novas estratégias de marketing e vendas. Em suma, ouvir o que o cliente tem a dizer é o caminho mais direto para construir lealdade e, claro, para aumentar seu faturamento.
Que tal se aprofundar mais no assunto? Confira: 10 exemplos de pesquisa de satisfação do cliente para usar!
5. Taxa de conversão de vendas
Acredite: a parte mais difícil da prospecção não é a de atrair leads, mas a de transformá-los em clientes, sim. E é aqui que a taxa de conversão de vendas se torna um dos principais indicadores de desempenho. Você pode estar gerando centenas de leads, mas se a conversão está baixa, algo está fora de sintonia.
Pode ser o atendimento, a proposta de valor ou até mesmo o posicionamento do seu produto. A chave é usar esses dados para ajustar a jornada do cliente, tornando o caminho da consideração à compra o mais suave possível.
Enfim! Analisando o indicador de taxa de conversão, você consegue identificar com precisão em que momento os potenciais clientes estão desistindo da compra e, assim, otimizar as etapas para tornar sua estratégia mais eficiente e gerar um impacto direto no resultado.
6. Rotatividade de pessoal (turnover)
A rotatividade de pessoal revela muito sobre o ambiente interno da sua empresa. Colaboradores que saem com frequência podem ser um sinal de que algo precisa ser ajustado, seja no ambiente de trabalho, nas oportunidades de crescimento ou na forma como você está lidando com a gestão de pessoas.
A verdade é que, em pequenas e médias empresas, cada funcionário conta e cada substituição gera um custo, tanto financeiro quanto de tempo. Por isso, investir na retenção da equipe é garantir a continuidade do negócio. Uma equipe estável conhece os processos, cria relações de confiança com os clientes e mantém a produtividade.
Então, afirmamos que o turnover não deve ser apenas observado, mas deve ser combatido. E essa ação começa com a criação de um ambiente de trabalho que valorize as pessoas e ofereça oportunidades de crescimento.
7. Nível de endividamento
O endividamento faz parte da vida de muitos empreendedores, mas o que diferencia as empresas que prosperam das que afundam é a maneira como gerenciam suas dívidas.
Não estamos falando apenas sobre evitar empréstimos a qualquer custo, mas também sobre saber utilizá-los de forma estratégica, garantindo que eles sirvam como impulso para o crescimento e não como um fardo para as finanças.
Portanto, monitorar de perto o indicador de nível de endividamento permite que você tome decisões informadas, como renegociar prazos, cortar gastos ou buscar alternativas para aumentar a receita.
Organizações com dívidas controladas têm mais liberdade para inovar e crescer, enquanto aquelas que perdem o controle podem acabar limitadas por seus próprios compromissos financeiros.
8. Taxa de inovação
Inovar é mais do que criar algo novo — é se manter relevante em um mercado em constante mudança. O indicador de inovação mede o quanto a sua empresa está investindo em processos, produtos ou ideias que a colocam à frente da concorrência. E para PMEs, inovar pode ser o diferencial que as separa da estagnação.
A inovação abre portas para novos mercados, melhora a eficiência e eleva o customer experience. Ao acompanhar esse indicador, você não apenas mantém sua empresa no radar das tendências, mas também promove uma cultura interna de criatividade e progresso.
Chegamos ao final deste conteúdo e esperamos que você tenha entendido que todos os indicadores que trouxemos aqui não funcionam isoladamente. Quando associados e monitorados regularmente, os KPIs podem ajudar a formar um quadro completo da sua empresa, permitindo que você antecipe problemas e identifique oportunidades antes que elas se tornem urgentes.
E mais uma coisa: se quiser que esses números realmente façam diferença, é essencial envolver sua equipe, definir metas claras e revisar as estratégias periodicamente. Só assim você garantirá que sua empresa não apenas sobreviva, mas prospere em um mercado competitivo.
Agora, a questão não é mais “por que” usar esses indicadores, mas “como” você pode começar a aplicá-los hoje para otimizar resultados e tomar decisões mais acuradas. Lembre-se: o sucesso não acontece por acaso. Ele é o resultado de estratégias bem fundamentadas e de ações contínuas e bem orientadas. Então, que tal começar agora? O próximo passo da sua jornada pode estar a apenas uma análise de distância!
Se você quer se aprofundar ainda mais no crescimento da sua empresa, não deixe de conferir nosso artigo sobre como funciona o Pronampe 2024, uma linha de crédito para empresas criada pelo Governo Federal. Quanto mais informado você estiver, mais preparado estará para tomar decisões que transformem o seu negócio. Estamos te esperando!