O imposto de nota fiscal é composto por um conjunto de diversos tributos que são calculados com base nos valores documentados durante a emissão das notas fiscais e seu não pagamento pode gerar multas e outras complicações. No conteúdo de hoje, nós da Serasa Experian vamos te explicar quais são os principais impostos cobrados pelos dados de notas fiscais e como os cálculos são feitos. Incluímos também dicas de como evitar erros durante o pagamento. Se interessou? Então, continue a leitura!
O que é o imposto de nota fiscal e por que ele é obrigatório?
É considerado imposto de nota fiscal todo tributo que pode ser cobrado quando ocorre a emissão de uma nota fiscal. Os valores e quais taxas serão aplicadas dependem de alguns fatores, como o ramo de atividade da empresa, o tipo de regime tributário usado pela organização e a localização da instituição, uma vez que os tributos podem ser federais, estaduais ou municipais.
Esse tributo é obrigatório porque visa à arrecadação de recursos para o funcionamento do governo e o cuidado com os cidadãos, de modo que o não pagamento do imposto de nota fiscal resulta em multas e complicações perante a Receita Federal.
Quais são os principais impostos cobrados pela nota fiscal?
Atualmente, diferentes impostos podem ser cobrados sobre os valores das notas fiscais emitidas por uma empresa. Por isso, elaboramos a lista a seguir com os principais:
1. ICMS
O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é um tributo que incide quando há o transporte de produtos ou a prestação de serviços que envolvam o deslocamento de mercadorias ou a atuação em diferentes municípios, estados e países. O pagamento de ICMS pode ser realizado por pessoas físicas e jurídicas e o valor é definido com base na alíquota do estado e no preço dos produtos.
2. ISS
O Imposto sobre Serviços (ISS) é cobrado de empresas e autônomos que prestam serviços variados e realizam a emissão de notas fiscais. Em geral, as taxas podem variar a depender do município em que os serviços são realizados, com exceção do caso de microempreendedores individuais (MEIs) que possuem uma taxa fixa já inclusa no pagamento do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).
3. IPI
Esse é o Imposto sobre Produtos Industrializados e, como o próprio nome já indica, deve ser pago quando se trata de produtos industrializados, sejam eles importados ou produzidos em nosso país. O valor do tributo depende do preço pelo qual o produto será comercializado e também leva em consideração o tipo de regime tributário que é usado pela empresa.
4. PIS e Cofins
O PIS (Programa de Integração Social) e o Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) são impostos federais destinados à contribuição social e são calculados a partir do lucro obtido pela empresa, que é demonstrado através das notas fiscais. Vale ressaltar ainda que esses tributos também variam de acordo com o regime tributário da organização.
5. CSLL
A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) é um imposto de competência federal e calculado conforme o valor total de vendas de uma empresa, registrado por meio das notas fiscais. Em geral, a alíquota desse imposto é fixa, com exceção das instituições financeiras e daquelas que usam o Simples Nacional para o cálculo de seus tributos. Além disso, assim como o PIS e o Cofins, os valores desse imposto são usados para a contribuição social.
6. IRPJ
O último imposto de nota fiscal que vamos destacar é o Imposto de Renda para Pessoas Jurídicas (IRPJ). Ele é pago por todas as empresas que possuam um CNPJ. Os cálculos se baseiam no lucro esperado pela organização, quando é usada a modalidade de Lucro Presumido para os tributos, ou nas notas fiscais para os demais regimes tributários.
Como calcular o imposto de nota fiscal na prática?
Como explicamos anteriormente, os impostos de nota fiscal podem variar de acordo com o regime tributário usado pela empresa e são calculados das seguintes formas:
Cálculo para empresas no Simples Nacional
As empresas que utilizam o Simples Nacional têm seus tributos de nota fiscal calculados a partir da multiplicação do faturamento bruto mensal pela alíquota do Simples Nacional, que varia conforme a receita. Sendo assim, a fórmula usada é:
Valor do imposto = (faturamento bruto mensal) × (alíquota do Simples Nacional conforme a faixa de receita)
Vale lembrar que as taxas são incluídas no valor do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), o que facilita tanto os cálculos quanto o pagamento dos impostos.
Cálculo para empresas no Lucro Real
Para as organizações que usam o Lucro Real, o cálculo deverá seguir a fórmula:
Imposto = (lucro real apurado) × (alíquota do imposto)
Cálculo para empresas no Lucro Presumido
As empresas que utilizam a modalidade de Lucro Presumido precisam considerar os valores esperados de lucro que foram definidos pela Receita Federal como base para os cálculos, de modo que a fórmula fica assim:
Imposto = (receita bruta) × (percentual de presunção) × (alíquota do imposto)
Como evitar erros no cálculo e pagamento dos impostos da nota fiscal?
Existem diferentes tipos de impostos de nota fiscal, o que pode acabar gerando algumas dificuldades na hora de realizar os cálculos e pagamentos corretos, levando a consequências como multas por sonegação de impostos e outros problemas com a Receita Federal. Por isso, preparamos algumas dicas para que você consiga evitar erros durante o pagamento desses tributos. Confira:
- Acompanhe os prazos para o pagamento de cada imposto a fim de evitar multas;
- Faça auditorias internas periodicamente para identificar e corrigir erros de cálculos;
- Atualize-se sobre as mudanças nos valores das alíquotas, porque elas são frequentemente alteradas;
- Verifique as especificidades de valores das taxas do estado e do município nos quais sua organização se situa;
- Converse com um contador de sua confiança para tirar dúvidas e revisar os cálculos a fim de evitar irregularidades;
- Conheça qual é o regime tributário de sua empresa, pois diferentes impostos são calculados com base nesse dado.
O pagamento correto dos impostos de nota fiscal é essencial para garantir que as empresas possam continuar com suas atividades sem o recebimento de penalidades por parte da Receita Federal. Por isso, é importante contar com um contador de confiança para conferir se todos os tributos estão em dia. Até a próxima!